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Como ajudar a cuidar da saúde mental dos adolescentes

Atualizado: Ago 24



A adolescência é o período de desenvolvimento humano marcado pela convivência com o mundo, com os colegas e amigos. É a fase em que a interação social passa a moldar o seu comportamento e suas preferências.


Uma mudança drástica nesse cenário pode representar um fator de risco para a saúde mental dos jovens adultos, que por natureza já é mais instável. Por isso, precisamos ter um cuidado especial com nossas crianças e adolescentes, que estarão vulneráveis mesmo depois de que a pandemia tiver acabado.


A seguir, preparamos algumas dicas para ajudarmos os jovens a passar por esse período complicado de isolamento social e diminuir os impactos negativos em sua saúde emocional. Confira.


Conversar sobre a Covid-19

É dever dos pais conversar abertamente com os filhos sobre a crise que enfrentamos, traduzindo em uma linguagem adequada a cada faixa etária quais são as consequências da pandemia em nossas vidas.


Deixe claro que o isolamento social não é uma forma de punição ou castigo, mas uma forma de cuidar de si e dos que os cercam, prevenindo o contágio pelo novo coronavírusÉ dever dos pais conversar abertamente com os filhos sobre a crise que enfrentamos, traduzindo em uma linguagem adequada a cada faixa etária quais são as consequências da pandemia em nossas vidas.


Deixe claro que o isolamento social não é uma forma de punição ou castigo, mas uma forma de cuidar de si e dos que os cercam, prevenindo o contágio pelo novo coronavírus.


Manter uma rotina


Uma vez que estão vivendo uma fase de instabilidade emocional devido aos hormônios, os adolescentes precisam de estrutura e de senso de normalidade. Com o cenário de ensino à distância, afastamento dos amigos e mudanças consideráveis no estilo de vida, essa se torna uma tarefa complicada.


Por isso, é necessário manter as obrigações diárias em casa. A rotina dará mais segurança e facilitará o retorno às atividades no final da pandemia. Estabeleça as tarefas e os horários que cada um deve cumprir, programando os dias e as semanas de acordo com a demanda.


Conectar-se com os amigos


Sabemos que o período de quarentena não deve significar isolamento total. É preciso usar as ferramentas digitais a nosso favor, nos mantendo próximos daqueles que amamos, mesmo que virtualmente.


Estimule que seus filhos tenham contato com os amigos, fazendo videochamadas ou organizando “eventos” online. Como dissemos, os adolescentes precisam de interação social – e esse contato servirá para criar e fortalecer os laços afetivos tão necessários para sua saúde mental.


Acolher os sentimentos


O período que estamos atravessando é estressante e desafiador para todos e não há como negar os seus impactos em nossas vidas. Por isso, é preciso que a gente entenda que está tudo bem se não estiver tudo bem – não precisamos nos sentirmos culpados ou ainda mais nervosos porque estamos ansiosos, tristes ou frustrados.


Explique para os jovens que é normal se sentir mais preocupado ou com saudade da vida de antes. Dê espaço para que eles extravasem esses sentimentos: deixe-os chorar e desabafar, oferecendo seu tempo e ajuda.


No entanto, se seu filho estiver dando sinais de que a tristeza e o nervosismo estão excessivos, não hesite em procurar ajuda.


Respeitar a sua liberdade


Ainda que se sintam isolados e sozinhos durante a quarentena, os jovens podem se sentir invadidos, com a família presente o tempo inteiro.


Por isso, é preciso pensar em uma dinâmica na casa que dê aos adolescentes algum tempo sozinhos, para que possam processar todas as questões que está enfrentando, tendo seu espaço respeitado.


Além das medidas adotadas para frear a disseminação da doença, os cuidados com a saúde mental devem fazer parte das prioridades de todos os membros da sociedade, inclusive da família.


Não podemos nos esquecer dos enormes impactos que o atual cenário de crise pode causar em nossas crianças e adolescentes. Por isso, devemos nos dedicar para cuidar de seu bem-estar emocional, todos os dias.